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“Revitalizada” Comissão de Utentes
contra portagens na A23
A Comissão de Utentes da A23 de Santarém apresentou-se publicamente no passado dia 16 de Julho, numa acção de esclarecimento aos utentes que paravam na área de serviço da A23

Liderado por António Ferreira, este movimento “revitalizou-se” do movimento que já existiu em 2004, para combater a intenção do Governo de então de portajar a A23 e terminou após uma grande manifestação em Castelo Branco e que marcou o recuo das intenções de portajar esta SCUT. “Na altura foi uma vaga enorme que abateu sobre Castelo Branco, caso a intenção do Governo seja implementar as portagens vamos ter um tsunami de carros em toda a extensão desta auto-estrada”, prometeu o dirigente.
Em comunicado a Comissão refere que “Director Geral da Concessionária da Auto Estrada da Beira Interior (SCUTVIAS) declarou que “será inevitável a introdução de portagens na A23”, antevendo um negócio que passou a ser viável e muito lucrativo devido ao aumento significativo do tráfego”. A Comissão de Utentes considera que “a implementação de portagens na A23, caso vá por diante, terá sérias repercussões sociais e económicas no norte do Distrito com reflexos na coesão territorial e na aceleração dos fenómenos de isolamento das populações, retrocesso na mobilidade, abandono e desertificação no interior, aumento nos custos de produção e de funcionamento para as micro, pequenas e médias empresas. Portajar a A23 implica o agravamento das consequências negativas para o tecido produtivo, para o crescimento populacional, para o desenvolvimento da actividade económica e criaria mais dificuldades de acessibilidades e mobilidade à população. A reestruturação dos muitos serviços públicos, intermunicipais e do Estado, têm sido feitos num pressuposto da existência da A23 como via estruturante de aceso universal e gratuita. Como exemplo disso apontamos o Centro Hospitalar do Médio Tejo e mais recentemente os Agrupamentos de Centros de Saúde”.
António Ferreira explicou ainda que “quando a lei foi feita na altura e que criou as SCUTS foi por duas razões: não havia outras alternativas e o nível de poder de comprar das pessoas era inferior à média nacional. Estas duas questões ainda hoje se colocam, não foram alteradas, mantêm-se”, sublinhando que a implementação de portagens na A23 “implica um retrocesso de 25 anos porque hoje a EN 3 está pior que há 25 anos em termos de deslocação. Há rotundas, semáforos e uma série de outras infra-estruturas que abrandam o trânsito”.
A Comissão de Utentes da A23 de Santarém irá brevemente arrancar com abaixo assinados, comunicados, debates, contactos institucionais com vista a criar dinâmica.

Para mais informações consulte: http://utentesa23-mdiotejo.blogspot.com

 


 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 

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