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Requalificação da Escola Básica 2/3 D. Miguel de Almeida

35 anos após a sua construção a Escola Básica 2/3 D. Miguel de Almeida vai ser requalificada

Trata-se de uma escola que não mereceu qualquer requalificação desde a sua construção, encontrando-se, segundo Jorge Beirão, director do Agrupamento, no “limite”.
Salas degradadas, sem quaisquer condições, húmidas, exíguas e frias, cadeiras e quadros partidos que não oferecem condições, nem motivação aos alunos, aos professores e ao pessoal não docente. Há sanitários encerrados em alguns blocos, por falta de manutenção. O Pavilhão Desportivo, com o piso em madeira, não oferece quaisquer condições para a prática desportiva, desde os balneários, à falta de aquecimento, passado pelo telhado em más condições. A maioria do piso da escola é em terra batida cheio de buracos e quando chove torna-se lama, com poças por toda a parte.
Maria do Céu Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, reconhece que “se trata de uma escola que, neste momento, não oferece condições para que os professores e alunos possam trabalhar com as condições que lhe são devidas e que possam desenvolver o seu trabalho de forma profícua”. Acrescenta ainda que o papel do Município é conduzir os trabalhos. “O Ministério pedi-nos para ser o dono da obra. Asseguraram os fundos comunitários e a Câmara vai somente conduzir os trabalhos”.
As obras de requalificação serão efectuadas pela empresa Tecnourém – Engenharia e Construções, SA e prevêem, em 18 meses, requalificar os blocos existentes, substituir as coberturas e caixilharias; eliminar as barreiras arquitectónicas; remodelar as redes eléctricas, águas, esgotos e saneamento; colocação de nova pavimentação; construção de raiz de uma portaria; ampliação do pavilhão gimnodesportivo e construção de bloco de balneários; introdução de infra-estruturas de eficiência energética e energias renováveis nos edifícios e reestruturação do espaço escolar.
Serão criadas novas valências: 1 auditório, 14 salas de aulas, 4 laboratórios de ciências, 4 salas de Educação Visual, 4 salas de Educação Visual e Tecnológica, 4 salas de informática, 2 salas de música, 1 biblioteca/centro de recursos, 1 polidesportivo coberto, 1 pavilhão gimnodesportivo; áreas de apoio e núcleo de multideficiência.
O valor desta adjudicação é de 3.228.577,09 euros, com financiamento de 70% do Programa Operacional Valorização do Território (POVT). A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) assume o restante financiamento.
Sofia Gonçalves

Abrantes
Projecto pioneiro de ciência experimental arranca no próximo ano lectivo
No próximo ano lectivo alguns alunos do Pré-escolar e do 1º Ciclo entrarão em contacto com a ciência experimental. Trata-se um projecto pioneiro que o Município de Abrantes quer implementar, inicialmente, em algumas escolas, alargando, posteriormente, a todas, tal como aconteceu com o projecto “Mocho XXI”.
Maria do Céu Albuquerque, Presidente da Câmara de Abrantes, justifica a implementação da ciência experimental nas escolas, referindo que “normalmente a matemática e as ciências experimentais caem em detrimento de outras áreas porque não há o fomento pelo gosto destas matérias”, sublinhando que se pretende criar condições “para que mexendo, fazendo experiências e tendo contacto com estas realidades possa ser incrementado o gosto pela ciências e pela aprendizagem destas matérias”.
Este projecto será debatido em sede própria, no Conselho Municipal de Educação, de forma a se criarem condições e plataformas para se levar às escolas matérias tão simples como explicar como a água evapora.

 

 

 
 
 
 
 
 

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